Respostas do "Exercícios 1 de Semiologia"

1. Qual o significado de sintoma e sinal? Quais as suas diferenças? Dê exemplos. 

R= Existem ainda várias divergências quanto a um termo e outro na medicina veterinária. 

Na medicina humana sintoma é relacionado aquilo que o paciente diz que está sentindo. É algo subjetivo não visualizado pelo médico. E o sinal clínico é aquilo que o o médico interpreta através da anamnese, exame físico e/ou exames complementares. Sendo algo objetivo. 

Exemplo: Fui no consultório me queixando de dor no punho com aumento na região ( sintoma), o médico analisou analisou com uma dor reflexa a compressão da região por um cisto (sinal clínico).
Sintoma: dor no punho.
Sinal clínico: algia no punho a compressão do cisto na região. O cisto tem caráter firme, arredondado. 
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Na veterinária alguns autores acham incorreto dizer o termo sintoma pelo animal não conseguir falar o que está sentindo. E consideram a penas o termo sinal clínico.
Exemplo: O gato apresentou sinais clínicos de dor na palpação da região mandibular.

Bem como outros que considera sintoma algo anormal por qual as doenças se manifestam. E o sinal clínico seria análise e conclusão desses sintomas e/ou a partir dos exames físicos utilizados.

Exemplo: Sintoma: animal com região aumentada de pescoço, e com a boca aberta sem fazer movimentos nessa região. Sinal clínico: crepitação da mandíbula com inflamação da região ao redor.

2. Quanto à evolução dos sinais clínicos: Podem ser classificados como e seus significados?

R= Os sinais clínicos podem ser divididos em (1) iniciais, (2)  tardios e (3) residuais.
(1)Os iniciais são aqueles como o nome diz aparecem no início; (2) os tardios quando a doença estabiliza ou declina. (3) residuais são os sinais clínicos que persistem com a recuperação do animal.

3. O que é semiotécnica, clínica propedêutica, semiogênese?

R= Semiotécnica é as técnicas utilizadas para chegar a um diagnóstico. " A arte de examinar um paciente".

Propedêutica é responsável por reunir e interpretar o conjunto de dados fornecidos pelos exames realizados e chegar a um diagnóstico.

Semiogênese: busca a explicação de como ocorrem os sinais clínicos.

4. O que é um síndrome?

R= É o conjunto de sinais clínicos que quando considerados juntos dão pistas da enfermidade causadora deles.

5. Como está estruturado o diagnóstico na medicina veterinária e a importância de cada etapa?

R= O diagnóstico começa com uma boa coleta de dados através da identificação desse paciente, uma boa anamnese, seguida do exame físico completo ( com inspeção, palpação, auscultação, olfação percussão). Além de exames complementares. Mas sendo que a maioria dos diagnósticos podem ser realizados no consultório com uma anamnese e exame físico desde que esses sejam feitos de maneira correta e interpretando os dados coletados da maneira melhor possível.
Sendo que o grau de importância tem como a anamnese em primeiro lugar; seguida do exame físico; e em terceiro os exames complementares.

Existe o diagnóstico clínico ou nosológico e que a conclusão é feita após um exame clínico + anamnese associados e/ou exames complementares;  diagnóstico terapêutico em que e comprovada com o sucesso ao tratamento a possível causa; bem como diagnóstico anatômico a partir de alterações em determinado local; diagnóstico etiológico; diagnóstico histopatológico a partir da análise de tecidos em microscópios; diagnóstico anatomopatológico de animais post mortem; diagnóstico radiológico, laboratorial.... 

Inicialmente pode ser que ainda não tenha como ter um diagnostico imediato e portanto o termo correto pode ser diagnóstico provável, provisório ou presuntivo. E conforme o andar da carruagem, é possível fazer ir excluído determinadas hipóteses outrora elencadas de acordo com quadro sintomatológico exames complementares realizados.
 
6. Elenque as principais causas de erro no estabelecimento do diagnóstico.

R= Anamnese incompleta ou preenchida erroneamente.

Exame físico superficial ou feito às pressas.

Confiança demais nas suas conclusões, no instinto,  na experiência e pular etapas importantes no processo de diagnóstico;

Falta de conhecimento.

Falha no uso da técnica e no uso dos dados obtidos.

Impulso precipitado em tratar o paciente antes mesmo de se estabelecer um diagnóstico.

7. Como se dá o prognóstico?

R= O prognóstico se dá junto com a compilação dos achados clínicos, junto com a evolução do tratamento, bem levando fatores como a raça, a idade, espécie, caráter da doença, comorbidades, inclusive a parte financeira do tutor, bem como as condições disponíveis ao tratamento. E consiste em prever a evolução da doença.

O prognóstico pode ser favorável, duvidoso/reservado/incerto ou desfavorável. 
A evolução da doença ser satisfatória diz que o prognóstico é favoravel; ao não ser satisfatório como desfavorável - o qual pode acabar em óbito do animal; e ao prognóstico estar vindo obscuro se diz reservado. Muitas vezes o prognóstico é favoravel em relação à manutenção da vida desse paciente e desfavorável quanto a recuperação integral do paciente.

8. Como se dá o tratamento?
 
R= O tratamento pode ser relacionando aos sinais clínicos (sintomático); ao combate a causa da doença (causal); ao modificar os mecanismo de desenvolvimento da doença (patogênico); evitar o aparecimento de complicações (vital).
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9. Fale sobre os diferentes tipos de métodos de diagnóstico, suas técnicas e instrumentação utilizada.

R= Inspeção: consiste em ser uma observação do animal primeiramente de forma longe, de preferencialente no local habitual no animal. Vai ser verificado ali como o animal se comporta, estruturas anormais. Pode ser do tipo panorâmica que pega o animal como um todo bem como localizada que se foca em determinada estruturas. A inspeção pode ser direta - a feita com os olhos - e pode ser indireta ao ser realizada com determinados instrumentos.

Palpação: Exame mais de perto em que é utilizado as mãos. Pode ser usadas as mãos espalmadas, as pontas dos dedos, em movimento de pinça (polegar e indicador), com o dorso da mão.
Tem a digitopressão o qual é comprimida uma área com o dedo polegar ou dedo indicador e ali avaliar sinal de gode positivo, avaliar circulação e pesquisar a existência de dor. E vitropressão o qual é feita com a ajuda de uma lâmina de vidro comprimida contra a pele. Ali é possível distinguir entre eritema e púrpura. Para verificar flutuação coloca-se o dedo em um lado da tumefação e o dedo pressionando de forma perpendicular no local. E que se o dedo do outro lado se mover tem flutuação/tem líquido (exceto quando o líquido está muito comprimido pode não haver flutuações).

As consistências podem ser: mole ( tecido macio e flexível, volta ao estado normal quando pressionado) , firme (tem resistência ao ser pressionado, porém cede, voltando ao normal após feita a pressão), dura( quando a estrutura não cede) , pastosa (quando a estrutura cede a pressão e fica no formato do objeto e fica mesmo após o cessar da pressão) , flutuante (acúmulo de líquidos), crepitante ( tecido que tem ar ou gás em seu interior - a sensação é de movimentação de bolhas gasosas).

Auscultação:
Pode ser feita diretamente com o ouvido, ou indiretamente com o auxílio de um estetoscópio/fonendoscópio/doppler. Ali pode ser ouvido tando o tórax quando o abdome. Não pressionar muito o estetoscópio contra a pele.

Percussão: é feita diretamente com dedo fletido sobre o local. Ou indireta com o dedo médio sobre a superfície e o o toque com o outro dedo médio da mão (dedo fletido) de forma perpendicular na segunda falange. Os demais dedos e mão deve estar elevados,  rentes a superfície. Ou com ajuda de um martelo e plessímetro no local ser examinado (mais utilizado para grandes animais). Evitar percutir em animais em decúbito lateral, visto que a melhor posição é  quadrupedal para o melhor posicionamento dos órgãos na cavidade. Devem ser dois golpes - um mais forte e outro mais fraco. Não tem um número exato de batidas que devem ser feitas. A percussão deve ser de toda área acometida.

Na percussão digitodigital o examinador posiciona-se do lado oposto da estrutura a ser examinada.
Na percussão martelo-plessimétrica o examinador posiciona-se do mesmo lado da região a ser repercutida.

Dessa forma existem três tipos de sons a serem repercutidos: claro( órgão percutido tem ar - som de média intensidade), timpânico ( órgão ocos com grandes cavidades repletas de ar ou gás e com as paredes semiestendidas  - som de maior intensidade e ressonância) e maciço ( regiões compactas desprovidas completamente de ar).

Além das fusões de sons: hipersonoro ( claro + timpânico), submaciço (claro + maciço).

Olfação: aproximação da área a ser sentida o odor.

10. De acordo com as respostas dadas coloque a importância de saber sobre este conteúdo na prática clínica.

R=  Tem como objetivo entender as etapas até se chegar um diagnóstico e tratamento. E a importância de cada um, e que nenhuma pode ser negligenciada. Uma anamnese e exame físico completos são responsáveis por grande parte do diagnóstico. E saber os erros que acontecem permite ter uma outra visão e dar mais atenção a essa fase e diminuir a chance de erros, facilitar o diagnóstico, gastar menos dinheiro do tutor, e ter mais segurança no que se está fazendo.

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